O ser humano tende ao ato consumista por este se apresentar como subterfúgio as suas angustias e a sua inconsciente certeza de ser apenas mais um nas estatísticas, resultado da crise de identidade que se encontra incrustada nessa modernidade liquida. Partindo desta premissa “consumo-saciedade volátil” observa-se que a mão-invisível que certa vez regulava a economia e os mercados hoje seduz e manipula, tendo em vista a mitificação dos padrões sociais, causando dependência e gerando alienação.
“A dependência não se limita ao ato da compra. Lembre-se, por exemplo, o formidável poder que os meios comunicação de massa exerce sobre a imaginação popular, coletiva e individual. Imagens poderosas, “mais reais que a realidade”, em telas ubíquas estabelecem os padrões da realidade e de sua avaliação, e também a necessidade de tornar mais palatável a realidade “vivida”. A vida desejada tende a ser a vida “vista na TV”.(1)
Tentando encarnar o personagem visto na TV o indivíduo-fantoche acredita estar sendo o personagem principal de sua existência, sublimando seus anseios através do consumo, esquecendo que quem escreve o roteiro não é o personagem principal, mas sim o autor da peça, para o qual o personagem principal é descartável e substituível.
O sentimento de estarem feliz é muitas vezes difuso e solto seus contornos são apagados, suas raízes espalhadas, precisa tornar-se tangível, moldado e nomeado, afim de tornar o igualmente vago desejo de felicidade uma tarefa específica. Olhando para a experiência de outras pessoas, tendo uma ideia de suas dificuldades e atribulações, esperamos descobrir e localizar os problemas que causaram nossa própria infelicidade dar-lhes um nome e, portanto, saber para onde olhar para encontrar meios de resistir a eles ou resolvê-los.(1)
Observa-se um paradoxo nas relações sociais, anteriormente quando a solidez vigorava nas estruturas reinantes, lutava-se pela liberdade de escolha, pela individualização frente à padronização social. Hoje, conquistada certa vez esta liberdade, observa-se um movimento reverso e inconsciente das massas rumando ao retrocesso, pois a sociedade coopta a diferença, a mídia, especialmente, tende a lançar suas alternativas de escolhas, as quais a sociedade veste e se nutre, primando pela igualdade frente à diferença.(2)
(2)Texto escrito em uma aula de Sociologia Juríca, em conjunto com meu colega Gabriel Nunes Andreolli
Estou meio ocupado ultimamente, por isso não posto com tanta frenquência,
Grato Pela Atenção;
Daniel Albherto Gabiatti.
