Viva a INGENUIDADE da Imprensa e do POVO BRASILEIRO!
No dia 31 de Maio de 2009 O Airbus 330, de matrícula F-GZCP, envia mensagem automática de pane elétrica depois de atravessar uma área de tempestade sobre o Oceano Atlântico, na qual enfrentou forte turbulência. Logo depois, sumiu dos radares brasileiros. (G1.com.br)
O que é uma pena, pois se perderam 228 vidas neste trágico acidente.
Quase a totalidade da imprensa brasileira, bem como a população, se encontra comovida, desta feita, não se fala em outra coisa.
Prato cheio para quem queria a todo o custo um subterfúgio de atenções para as questões políticas e sociais do país.
Que telejornal brasileiro citou algo a mais sobre as enchentes no nordeste?
Esqueceu-se de falar sobre a situação do Supremo Tribunal Federal, com seu ministro sendo vaiado, não se fala mais da CPI da PETROBRAS, da sucessão presidencial e os respectivos candidatos; não se fiscaliza sobre possíveis campanhas eleitorais fora do tempo estipulado por lei, dentre outros possíveis abusos...
Contudo o Brasil continua compadecido da situação das vitimas Airbus da Air France. Em nenhum momento digo que os esforços para que se elucidem as causas do acidente e se procurem os corpos devam ser extirpados ou contraídos, afirmo, porém, que estes devem ser mantidos. Porém, porque esquecer os nossos irmãos nordestinos? Estamos sob o mesmo país, somos irmãos precisa-se de helicópteros para auxiliar as buscas e resgate de vitimas COM VIDA em solo nordestino, onde em alguns pontos pessoas encontram-se isoladas, enquanto isso sobra aeronaves, navios e o que mais chama atenção, sobra dinheiro publico para as buscas em alto mar.
Quem esta pagando as buscas, senão o poder público?
Alguém tem idéia de quanto está custando todo esse esforço milionário?
Tudo bem, um gasto ‘necessário’, mas e quanto ao resto?
Esta sistemática se tornou corriqueira, descobre-se um grande escândalo político, social ou o que for, logo surgem algumas ‘fugas’ de atenção ante tais escândalos.
Observou-se uma situação parecida com o famoso caso Isabela, não se falava em outra, deu-se uma atenção exacerbada a um fato quase que normal, morrem muitas crianças todos os dias e não recebem tamanha atenção, enquanto isso a vida política do país se “estabilizava” (?). Pode-se citar o caso Nardoni, Gil Rugai, e por que não uma copa do mundo, a promoção de jogos pan-americanos, olimpíadas, etc., etc...
Viva a ingenuidade do povo brasileiro, que é um povo solidário, que se compadece da dor de outrem, desta feita, facilmente suscetível a esses desvios de foco.
Quanto às enchentes no nordeste, deixo uma pergunta:
Por que quando a catástrofe se acometeu sobre Santa Catarina, não se veiculava outra coisa, e agora que se acometeu sobre o nordeste não há tamanha comoção e participação dos veículos de imprensa?
Há de se pensar, também, será que existe alguma relação entre a condição social de cada região e a efetiva participação da imprensa na divulgação e apelo por solidariedade? Será que aqui em Santa Catarina, por sorte, não “competimos” com outra catástrofe onde poderiam ser desviados os esforços e a atenção da mídia, consequentemente, do país?
São perguntas difíceis de responder, de se ACEITAR responder.
Deixo aqui meus respeitos às vidas que a água tirou de forma abrupta: as famílias das vitimas do vôo da Air France, bem como para as famílias que perderam seus entes queridos em meio às águas das enchentes que se abateram sobre algumas regiões do nordeste Brasileiro.
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Boa Semana a Todos;
Grato pela atenção,
Daniel Albherto Gabiatti
